domingo, 7 de julho de 2013

domingo, 30 de junho de 2013

CIDADES NO BRASIL - SAIR DA PERPLEXIDADE E PASSAR À AÇÃO

Cidades no Brasil
Sair da perplexidade e passar à ação 
Erminia Maricato 

Vista aérea de São Paulo<br />Foto Nelson Kon
Vista aérea de São Paulo Foto Nelson Kon


Um sentimento de perplexidade parece acometer profissionais, acadêmicos e parte da população urbana que acompanham as mudanças pelas quais as cidades brasileiras estão passando. Essa constatação tem sido feita nas inúmeras cidades onde tenho feito palestras e conferências. Os comentários se concentram, principalmente, no engarrafamento viário, onde multidões perdem horas inúteis paradas e na especulação imobiliária que cria torres e mais torres em bairros de ruas já congestionadas e com insolação comprometida.

De fato, a atual tsunami que vivemos nos últimos 5 anos em todo o país tem origem quando a venda de automóveis, incentivada pelos subsídios, passa a marcar recordes por um lado e o Programa Minha Casa Minha Vida, lançado em 2009, coloca em prática os mecanismos de financiamento, securitização e registro cartorário, além da liberação de recursos públicos, semipúblicos e privados. Essas medidas impactaram cidades que já carregavam uma herança pesada gerada pelo desprezo ao interesse público, social e ambiental, subordinados, historicamente, a interesses privados.

As iniciativas do governo federal pretenderam, e durante um certo tempo conseguiram, fazer frente à crise internacional de 2008, mantendo o crescimento da economia e do emprego no Brasil. Entupidas por automóveis e vivenciando uma explosão nos preços dos imóveis (“a mais alta do mundo”, segundo a revista Exame de maio de 2011), as cidades, no entanto, estão passando por um impacto profundamente negativo. Queixa-se a classe média, mas os que mais sofrem são os despejados, os que moram em favelas incendiadas e os que estão sendo empurrados para novas periferias, mais distantes ainda como para a Área de Proteção dos Mananciais, ao sul, e para o norte da metrópole paulistana.

Vive-se o paradoxo dos efeitos caóticos e predatórios exatamente quando um governo federal decidiu, após 29 anos, retomar o investimento público em habitação e saneamento. Caso os municípios cumprissem seu papel constitucional de dar prioridade ao transporte coletivo, controlar o uso do solo seguindo as leis e os planos diretores e regulamentar a atividade imobiliária visando o interesse social, orientado pelo Estatuto da Cidade, esse impacto poderia ser bem menos violento. Mas não é o que acontece.

Não vamos repetir aqui as consequências desse modelo de crescimento para a saúde e para o meio ambiente. Basta ler o que foi escrito no ano de 2012, nesta mesma Carta Maior ou procurar sites que trazem dados preocupantes como saúde e sustentabilidade.

Em muitas cidades a lei tem sido “flexibilizada”, na Câmara Municipal, nos gabinetes ou nos Conselhos da “sociedade civil”. Como sempre, no Brasil, a lei tem sido aplicada de acordo com as circunstâncias. Não é pouco frequente observar que há juízes que não conhecem leis urbanísticas, especialmente quando se trata de despejos de favelas ou de comunidades pobres, de um modo geral.

Como parte desse quadro, a recente articulação construída por empreiteiras de construção pesada (que estão incorporando a atividade imobiliária entre seus negócios) com as empresas imobiliárias constitui uma força que não encontra adversários à altura. A relação com o financiamento de campanhas eleitorais pode amolecer até os mais recalcitrantes. Os que resistirem são atropelados. Os megaeventos – Copa do Mundo de Futebol, Olimpíadas e a Exposição Tecnológica, que está sendo prevista na zona norte de São Paulo, potencializam o poder dessa máquina voraz que se combina também aos capitais que vêm de fora nessas oportunidades.

É estranho como nessas iniciativas ligadas ao urbanismo do espetáculo estão plasmadas a ideia de progresso. Mesmo quando o movimento promove a exclusão social pela especulação (renda fundiária, imobiliária e financeira), mesmo quando alguns capitais desmontam a possibilidade da racionalidade social e ambiental, a aparência é de progresso para a qual muito contribuem os veículos de comunicação.

Tenho ouvido de profissionais arquitetos, urbanistas, engenheiros, advogados, geógrafos afirmações indignadas sobre a violação das competências legais, ou sobre a violação das posturas do Plano Diretor ou de determinadas leis. Todos cobram dos prefeitos e dos vereadores a reação a determinados fatos (embora haja vereadores e prefeitos que também estão perplexos). Todos têm denúncias para fazer. Enfim, ouço pessoas indignadas, mas... paralisadas.

O recuo observado nos movimentos sociais durante os últimos 10 anos também parece contribuir com esse quadro.

Vou repetir aqui o que tenho dito nessas ocasiões frequentes.

Os capitais, os prefeitos e os vereadores também respondem à correlação de forças e à voz que vem das ruas. Isso é óbvio, mas não parece. É preciso passar da perplexidade para a ação. É preciso entender o que está acontecendo e agir, cada entidade, cada movimento e cada pessoa dentro das entidades e dos movimentos. Agir com criatividade, com inventividade, de forma inovadora, porque o mundo está mudando. Aí estão as redes sociais, os boletins, as revistas, às quais temos acesso.

São Paulo, por exemplo, é, dentre 24 metrópoles mundiais, a que apresenta o pior quadro de doenças emocionais (depressão e ansiedade mórbida, por exemplo). Nossa vida urbana atual produz patologias como revelam as pesquisas dos professores da USP (1). Para quem não quiser ler as pesquisas sobre o assunto, recomendo parar para observar, por alguns momentos, o comportamento das pessoas no trânsito para perceber o nível de stress, raiva, mau humor, nervosismo. Como aguentamos conviver com isso? Você já pensou na vida dos motoristas de ônibus? Aliás, poucas pessoas têm sensibilidade (ou tempo) para observar o outro. A vida parece estar escorrendo pelas mãos (e, de fato, está).

As atuais taxas de emprego devem ser festejadas, mas existem outras formas, menos predatórias, de promover empregos na indústria automobilística e na construção civil.

Apenas repito que não podemos e não devemos nos conformar com isso.



Artigo original: MARICATO, Ermínia. Cidades no Brasil: sair da perplexidade e passar à ação. Carta Maior, Carta Maior, 11 mar. 2013 .

1
Ver website do Instituto Saúde e Sustentabilidade .

Erminia Maricato é urbanista, professora colaboradora da USP e professora visitante da Unicamp. Autora do livro Impasse da política urbana no Brasil.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O EXEMPLO DE SEOUL PARA O MUNDO

Mesmo com todas as ressalvas, algumas delas expostas em um documentário que estará por aqui em breve, esse projeto é um exemplo para mentes preparadas. O Kassab e o Serra foram conhecer pessoalmente a audaciosa intervenção e, quando chegaram em São Paulo, ganhamos mais uma pista na Marginal... Mentes não tão preparadas assim...
Indispensável para estudos de meio na cidade de São Paulo e complementa a postagem do Entre Rios.
Para quem é afoito, vá direto à foto 48 e imagine algum lugar parecido em Sampa.




 

terça-feira, 23 de abril de 2013

ILHA COMPRIDA ENGORDANDO


Uma ilha em crescimento


JÚLIO CÉSAR BARROS Edição 185 - Julho de 2011
© LUCIANO FAUSTINO / WIKIMEDIA COMMONS

Canal do Valo Grande, em Iguape


No extremo sul do litoral paulista, a Ilha Comprida forma uma vasta barreira de areia entre o Atlântico e a região continental que vai de Cananeia à foz do rio Ribeira de Iguape. Com 64 quilômetros de comprimento e 4 de largura, a ilha, um dos balneários mais preservados do estado, vem crescendo em ritmo acelerado nos últimos tempos. Literalmente. Ela está se tornando mais larga e comprida. Estudo de geólogos da Universidade de São Paulo determinou a taxa de crescimento da ilha desde que começou a se formar há 6 mil anos. A redução de 3,5 metros no nível do oceano e o acúmulo de areia levada do continente para o mar fizeram a ilha aumentar 10 quarteirões por ano entre 5.200 e 1.900 anos atrás. Desde então, o ritmo de expansão triplicou – e explodiu nos últimos 200 anos. Hoje a ilha cresce 90 quarteirões todos os anos (Marine Geology). O grupo atribui a aceleração recente à interferência humana. A derrubada da vegetação ao longo dos rios e a abertura de um canal artificial – o Valo Grande – em Iguape ajudam a ilha a inchar.

A RELAÇÃO ENTRE ALEXANDER VON HUMBOLDT E DARWIN

Para saber mais um pouco sobre o porquê do nome da escola, clique na figura e vá à página 14.
De brinde, muito mais sobre evolução, tema tão maltratado em estudos de meio meia boca.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

O QUE DEU ERRADO EM THREE MILE ISLAND

Trata-se de um vídeo antigo, mas muito didático, sobre o acidente na usina nuclear de Three Mile Island. Indispensável para quem quer elevar a qualidade do estudo de meio feito nas usinas de Angra.





O QUE DEU ERRADO EM CHERNOBYL


Trata-se de um vídeo antigo, mas muito didático, sobre o acidente de Chernobyl. Indispensável para quem quer elevar a qualidade do estudo de meio nas usinas de Angra.




Aqui, um documentário romanceado feito pela Discovery. Dublado em português.

terça-feira, 6 de março de 2012

UM POUCO DE HISTÓRIA E DE ABSURDO EM PARANAPIACABA

Patrimônio histórico, turismo e registro fotográfico
Agora você pode escolher entre Paranapiacaba e Buenos Aires
José de Souza Martins

Locobreques I<br />Foto José de Souza Martins

Locobreques I
Foto José de Souza Martins


         O capítulo II da Lei 9.018, de 2007, do município de Santo André, estipula que para fotografar a vila de Paranapiacaba, é preciso solicitar autorização prévia à Prefeitura, em Santo André, e obtê-la por escrito, mediante assinatura e aceitação dos termos. Se se tratar de fotografia sem fins comerciais, nada será cobrado. Mas, você terá a chateação de ir a Santo André para obter o salvo-conduto, como no tempo da Segunda Guerra mundial. Naquele tempo, estrangeiros da imigração, no Brasil há décadas, que eram milhões, tinham que ir à polícia e munir-se desse documento para qualquer viagem fora de seu município de residência. No caso de agora, se for fotografia publicitária ou para obtenção de vantagens econômicas, o interessado deverá pagar R$ 600,00 por dia de trabalho fotográfico.
         É falso que a cobrança possa ser feita “por se tratar de um patrimônio histórico, tombado em nível nacional, estadual e municipal”. Há milhares de bens tombados no Brasil, que não estão sujeitos a essa esdrúxula interpretação. Uma advogada, minha conhecida, com quem comentei o assunto, esclareceu-me que “a Lei sobre Direitos Autorais atualmente em vigor (Lei 9.610 de 19/02/1998), no seu Art. 48, que se encontra no Capítulo IV (Das limitações aos Direitos Autorais), ao tratar das hipóteses que não constituem ofensa aos direitos autorais, diz: "Art.48 – As obras situadas permanentemente em logradouros públicos podem ser representadas livremente, por meio de pinturas, desenhos, fotografias e procedimentos audiovisuais." Portanto, a lei de Santo André, sendo lei menor em face da lei federal, e as restrições que estabelece quanto à liberdade de representação visual de Paranapiacaba, é manifestamente ilegal. Pergunto-me, aliás, se não seria o caso de acionar o Ministério Público para que se pronuncie sobre a questão.
Grupo humano I

Foto José de Souza Martins

         Além disso, a restrição à fotografia, seja de graça ou paga, torna Paranapiacaba completamente desinteressante para quem gosta de fotografar. Para quem não mora nas proximidades da prefeitura municipal, já é um tormento ter que fazer uma viagem apenas para obter a permissão estipulada em lei. Eu que já fotografei Paranapiacaba muitas vezes e fiz dessas fotos de muitos anos, em preto e branco, um dos capítulos do meu livro de fotografias publicado, em bela edição, na coleção “Artistas da USP”, da Editora da Universidade de São Paulo (1), estou desistindo de voltar lá para um novo empreendimento cultural desse tipo. Pois é, de fato, empreendido sem compensação financeira que cubra as não pequenas despesas com filmes e trabalhos de laboratório. Não se ganha dinheiro com livros desse tipo; perde-se. Não vou discutir com um burocrata da Prefeitura de Santo André o que é uma obra de interesse meramente cultural e artístico, se a municipalidade – Prefeitura e Câmara – chegou a ponto de aprovar uma lei desse tipo.
         Para ter um termo de comparação, consultei o preço das passagens aéreas de ida e volta a Buenos Aires (ida no dia 1º de agosto e volta no dia 6), e descobri que uma das companhias, a Pluna, está vendendo passagens a R$ 430,00. A administração de Buenos Aires nada cobra para que se fotografe a bela cidade, cheia de cenários, edifícios e museus de grande beleza, lugares ótimos para fotografar, gente acolhedora. De modo que, agora, os interessados em fotografia podem decidir entre Paranapiacaba e Buenos Aires, num mero cálculo da relação custo-benefício.
         Na administração municipal do PT, havia sido encontrada uma saída inteligente para revitalização e preservação da decadente vila ferroviária, de meados do século 19. Lugar de início da modernidade no Brasil (v. meu livro A Aparição do Demônio na Fábrica, Editora 34, São Paulo, 2008), tem traçado e arquitetura baseados no Panóptico, de Jeremy Bentham (1748-1832). Cidadão que, aliás, conheci pessoalmente, em 1973, mumificado e sentado dentro de uma gaiola de vidro na entrada do restaurante da Universidade de Londres. Ele criou um modelo de prisão em que, o preso, em vez de ser ocultado, como ocorria nas masmorras medievais, é exposto, no seu peculiar confinamento, e se sente vigiado todo o tempo, mesmo que não o seja. Trata-se de um modelo de presídio que aumenta enormemente a produtividade da vigilância: um único guarda vigia centenas de presos a partir de sua cabina estrategicamente situada em ponto central do recinto. Função que era cumprida, em Paranapiacaba, pelo indevidamente chamado “Castelinho”, antiga casa do engenheiro-chefe. Visitei uma prisão desse tipo, desativada, dos tempos da ditadura de Fulgêncio Batista, em Cuba, e pude ter uma ideia do impressionante poder de vigilância que decorre dessa inovação tecnológica.
 
Portal do tempo

Foto José de Souza Martins

         Entre nós, a modernidade nasce com a difusão de uma cultura repressiva em que a consciência da vítima é sua própria polícia. É o princípio lógico da linha de produção e da disciplina do moderno trabalho industrial. A modernidade nasce com a modernização do medo, o ser humano desconfiado de si mesmo. Volta e meia vou a Paranapiacaba, com alunos de Ciências Sociais, da Faculdade de Filosofia, da USP, para uma aula, justamente sobre a obra de Michel Foucault, o autor que estudou as implicações da inovação de Bentham, em particular, Vigiar e Punir, um estudo clássico sobre o panóptico. A estrutura física da vila operária é a do panóptico, a prisão do século 18.
         A fórmula que a administração municipal petista encontrou para revitalização da vila foi a de restaurar o conjunto urbano que a Prefeitura havia comprado da Rede Ferroviária Federal. Estimulou os moradores a transformarem suas casas, recuperadas, em restaurantes domésticos, adaptando as respectivas salas para o recebimento de clientes nos dias de maior afluxo de turistas: feriados, sábados e domingos. Os moradores foram treinados a se especializarem em determinada culinária e a servir, como se faz num restaurante. O esquema deu muito certo, pois a vila era muito mal servida de locais para refeições. Algumas casas se adaptaram para receber hóspedes em cômodo disponível, no estilo das “guest houses” inglesas. Invasores de casas foram afastados e a favelização da vila ferroviária foi revertida. Um belo programa que, associado ao festival de inverno e a outros programas musicais e culturais, aumentaram o fluxo turístico e, keynesianamente, criaram uma alternativa de renda e emprego para a população local.
         O expresso turístico ferroviário da CPTM, de turismo de um dia, foi estabelecido, no governo José Serra, entre a Estação da Luz e a Estação de Paranapiacaba (além das linhas para Jundiaí e Moji das Cruzes), com parada na estação Celso Daniel, em Santo André. O trem agregou um importante e apropriado complemento ao esquema de revitalização urbana e de refuncionalização da antiga vila vitoriana de trabalhadores da ferrovia. Um conjunto articulado de medidas convergentes não só em benefício da população local, mas também em benefício da população da região metropolitana, carente de alternativas de turismo de família para os não possuidores de automóvel, turismo barato e educativo. Bela iniciativa do governo do Estado.
Emaranhado

Foto José de Souza Martins

         Infelizmente, foi no próprio governo do PT, em 2007, que alguém teve a má ideia de estabelecer restrições e dificuldades para o acesso de turistas à via antiga e peculiar, com a medida imprópria e descabida de instituir dificuldades ao uso da câmera fotográfica e à fotografia. Pelo visto, competência e incompetência andam juntas. Ao desestimular o próprio cerne da política de revitalização, com as restrições à fotografia, a Prefeitura de Santo André mata o principal aliado dessa política. Paranapiacaba só é interessante porque é um lugar fotografável. É seu único atrativo. Fotografia e turismo não podem ser separados em lugar nenhum do mundo. Seria como cobrar entrada para visitar Ouro Preto, Mariana, São Luís do Maranhão, Olinda. Só falta a Prefeitura de Santo André exigir passaporte para visitar a vila histórica. A iniciativa esdrúxula está baseada numa contradição específica de Paranapiacaba e na má interpretação do direito de propriedade que tem a Prefeitura sobre ruas e imóveis do conjunto suburbano. A vila é também distrito e, portanto, uma unidade administrativa e demográfica do município, dotada de seu juiz de paz, criada por lei estadual. Mas é um bem imóvel da Prefeitura, que pode nela colocar porteira e cadeado. Esse cadeado só pode ser aberto com inteligência. Com burocracia e mentalidade burocrática nunca o será.
         Algo, aliás, parecido com o que ocorreu no início do século 19, na ampla região da Borda do Campo, quando os monges de São Bento se opuseram a que o bispo de São Paulo criasse paróquia em sua Fazenda de São Bernardo. Argumentou o abade que era impróprio erigir paróquia em propriedade particular. O assunto foi parar nas mãos de Dom João, Príncipe Regente, futuro Dom João VI. Li o extenso parecer de Sua Alteza Real, que deu nó em pingo d’gua para criar a paróquia de São Bernardo, em 1812, fazendo-o, porém, em terreno vizinho, fora do território da fazenda beneditina. Nessas coisas, o ABC já é complicado faz tempo, ao que parece.
         Como Dom João já não está disponível (voltou para Portugal...), sobra a alternativa bem mais interessante de Buenos Aires, pois nem passaporte é necessário ou qualquer pedido prévio ao governo local para fotografar. Basta a carteira de identidade. E ainda sobram uns trocados para um chocolate quente com churro numa das acolhedoras casas desse ramo. Coisa própria para o frio e a neblina de Paranapiacaba, que eu ia sugerir e não sugiro mais.
notas
NE

Uma versão preliminar deste texto foi divulgada nas redes sociais.

1

MARTINS, José de Souza. José de Souza Martins. Coleção "Artistas da USP", Volume 17. São Paulo, Edusp, 2008. As fotos que ilustram o artigo pertencem ao livro citado.

sobre o autor
José de Souza Martins é sociólogo, Professor Titular da Faculdade de Filosofia da USP e dela Professor Emérito. Dentre outros livros, autor de Sociologia da Fotografia e da Imagem, Contexto, 2008.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

OS GREGOS ERAM DEMAIS MESMO!

ANTIKYTHERA MECHANISM: MÁQUINA QUE CALCULAVA COM PRECISÃO ECLIPSES SOLARES HÁ MAIS DE DOIS MIL ANOS.


No primeiro vídeo, uma "brincadeira com legos, só para colocar no lugar quem se acha bom montando aviõezinhos. No segundo e no terceiro, o documentário da Nature sobre essa gigantesca descoberta.

 

sábado, 15 de outubro de 2011

DESCOBERTA DE HOT SPOTS DE MATERIAL RADIOATIVO ESPALHA MEDO MUITO ALÉM DE FUKUSHIMA


Fukushima 'hot spots' raise radiation fears
But experts see little threat from patches of heightened radioactivity.



Tokyo hotspot

A hot spot of radiation detected in Tokyo was traced to abandoned bottles of radium-226.
Sankei via Getty Images
The discovery of 'hot spots' of radioactive material is spreading fear far beyond the damaged Japanese nuclear power plant at Fukushima. But experts say that there is no threat from the small spots of increased radioactivity now being discovered in large-scale surveys.
On 12 October, officials reported finding 195 becquerels of strontium-90 on a rooftop in Yokohama, some 250 kilometres south from the Fukushima Daiichi plant. A day later, a citizen's group in Funabashi, Chiba Prefecture, about the same distance away, made radiation readings of 5.82 microsieverts per hour (μSv h–1) at a children's theme park. The same day, an inspection of Tokyo's Setagaya district turned up a narrow strip of pavement that seemed contaminated, at 3.35 μSv h–1. Officials later traced the Tokyo contamination to an abandoned house containing bottles of radium-226, a radioactive element once used in luminous paint.

Counting the risk

Since the Fukushima accident, the Japanese government's official safety limit for radiation exposure is 20 mSv per year, which corresponds roughly to a rate of 2.28 μSv h–1. Yet the newly discovered hot spots pose no threat to human health, says Geraldine Thomas, a radiation-health expert at Imperial College in London. Total radiation dose is measured by the strength of the radioactivity in a given area and the amount of time a person spends there. The small sizes of the hot spots make it all but inconceivable that anyone would receive 20 mSv, she says. Strontium-90 can cause bone cancer if ingested, but a small patch on a roof won't cause that problem, Thomas says. "These are minuscule amounts of radiation, but the population out there is terribly nervous."
Risk is about more than radiation readings, adds Christopher Clement, the scientific secretary of the International Commission on Radiation Protection in Ottawa, Canada, an independent international organization that provides guidance on safe levels of radiation. Its 'recommended' residual dose from a nuclear accident is between 20 and 100 mSv per year for the general population. The Japanese government has chosen the lower number as its official limit, Clement says, but "it's not a magical number by any means". Clement says that most scientists believe that receiving an additional 100 mSv of radiation over a prolonged period can raise the chance of dying of cancer by 0.5% (in the general population the chance of cancer being the cause of death is about 25%).

Under the limit


To reach that 100-mSv dose would require someone to be continuously exposed to the Japanese government's 20-mSv limit for 24 hours a day, seven days a week over a five-year period. A small amount of radioactive material on a rooftop or in a gutter poses little risk. "People don't sleep in that one spot in the gutter," he says.
Both Clement and Thomas say that more hot spots are likely to be discovered as citizens' groups, local authorities and government inspectors continue their surveys. And Clement says that everyone should be prepared for more false alarms like the one in Tokyo: "No matter where you go in the world, if you take a radiation instrument with you and look around, you'll eventually stumble across something that's above what the background for that area normally is," he says.

Published online 14 October 2011 | Nature | doi:10.1038/news.2011.593

quinta-feira, 28 de julho de 2011

PASSEIO GUIADO PELO CENTRO DE SÃO PAULO

Vídeo leve com algumas curiosidades sobre a cidade de São Paulo e sua relação com o café. Não se esqueça de buscar as referências das informações apresentadas antes de usá-las em seus trabalhos!

terça-feira, 28 de junho de 2011

PARA PODER EXPLICAR A FORMAÇÃO DE UM ARCO ÍRIS

08:00 Geração de cores a partir de dois slides p&b e um filtro vermelho
12:28 Cores a partir de preto e branco
21:36 Linda explicação sobre a formação de um arco-íris

quinta-feira, 16 de junho de 2011

CRIACIONISMO EM QUESTÃO

Se você ainda não sabe o que é criacionismo eis uma imperdível e divertida chance para preencher essa lacuna. Para falar de teoria da evolução há a necessidade de se conhecer as lendas que tentam contestá-la.
Primeiro lugar no festival de curtas de Berlim em 2008.

sábado, 11 de junho de 2011

EXPERIMENTO DA PRISÃO DE STANFORD E EXPERIMENTO DA OBEDIÊNCIA.

São as maçãs que são podres ou é o cesto que as está infectando?


Excelente palestra do Zimbardo, o responsável por um dos experimentos mais chocantes da história da psicologia, o Experimento da Prisão de Stanford. Para que não conhece, trata-se daquela história onde um grupo de estudantes são divididos em carcereiros e prisioneiros e lançados numa prisão-estúdio. Os resultados foram tão impressionantes que isso já virou filme e inspirou muitos outros.
Ele fala também de um também genial experimento sobre obediência e autoridade conduzido por Milgram, no qual um instrutor deveria aplicar choques no aprendiz a cada resposta errada. Os choques vão aumentando progressivamente até atingir uma descarga letal. Quantos representantes "normais" da sociedade você acha que mataram seus aprendizes?


Para os mais afoitos, no 09:49 min do vídeo começa a parte específica sobre o experimento da obediência e no 13º minuto começa o da prisão. Legendas em 24 línguas.


Aproveitem! E comentem!


Imagens fortes...


quinta-feira, 2 de junho de 2011

ENTRE RIOS


Entre Rios conta de modo rápido a história de São Paulo e como essa está totalmente ligada com seus rios. Muitas vezes no dia-a-dia frenético de quem vive São Paulo eles passam desapercebidos e só se mostram quando chove e a cidade pára. Mas não sinta vergonha se você não sabe onde encontram esses rios! Não é sua culpa! Alguns foram escondidos de nossa vista e outros vemos só de passagem, mas quando o transito pára nas marginais podemos apreciar seu fedor. É triste mas a cidade está viva e ainda pode mudar!



O video foi realizado em 2009 como trabalho de conclusão de Caio Silva Ferraz, Luana de Abreu e Joana Scarpelini no curso em Bacharelado em Audiovisual no SENAC-SP, mas contou com a colaboração de várias pessoas que temos muito a agradecer.



Direção:
Caio Silva Ferraz

Produção:
Joana Scarpelini

Edição:
Luana de Abreu

Animações:
Lucas Barreto
Peter Pires Kogl
Heitor Missias
Luis Augusto Corrêa
Gabriel Manussakis
Heloísa Kato
Luana Abreu

Camera:
Paulo Plá
Robert Nakabayashi
Tomas Viana
Gabriel Correia
Danilo Mantovani
Marcos Bruvic

Trilha Sonora:
Aécio de Souza
Mauricio de Oliveira
Luiz Romero Lacerda

Locução:
Caio Silva Ferraz

Edição de Som:
Aécio de Souza

Orientadores:
Nanci Barbosa
Flavio Brito

Orientador de Pesquisa:
Helena Werneck

Entrevistados:
Alexandre Delijaicov
Antônio Cláudio Moreira Lima e Moreira
Nestor Goulart Reis Filho
Odette Seabra
Marco Antonio Sávio
Mario Thadeu Leme de Barros
José Soares da Silva

domingo, 8 de maio de 2011

VÍDEOS - ROTEIRO DOS BANDEIRANTES


DVD Porto Feliz Roteiro dos Bandeirantes - A ORIGEM DO POVOADO



DVD Porto Feliz Roteiro dos Bandeirantes - O RIO TIETÊ



DVD Porto Feliz Roteiro dos Bandeirantes -  O MONUMENTO DAS MONÇÕES





DVD Porto Feliz Roteiro dos Bandeirantes - O MUSEU DAS MONÇÕES





DVD Porto Feliz Roteiro dos Bandeirantes - A SEMANA DAS MONÇÕES





DVD Porto Feliz Roteiro dos Bandeirantes - A IGREJA MATRIZ




DVD Porto Feliz Roteiro dos Bandeirantes - DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO





DVD Porto Feliz Roteiro dos Bandeirantes - MUSEU PAULISTA E PORTO FELIZ








ARTIGO RELACIONADO AO PETAR 14

domingo, 1 de maio de 2011

UM AUXÍLIO NA ESCOLHA DE FILMES A SEREM PASSADOS NAS VIAGENS AO PETAR

ARTIGO RELACIONADO AO PETAR 13


Vale a pena dar uma lida para inspirar a fala sobre evolução nas nossas atividades cavernículas no PETAR. Quem quiser o artigo completo manifeste-se através do mural de comentários desta página, pois o acesso é restrito.



Genetic basis of eye and pigment loss in the cave crustacean, Asellus aquaticus



  1. aDepartment of Molecular and Cell Biology, Center of Integrative Genomics, and Department of Integrative Biology, University of California, Berkeley, CA 94720-3200; and
  2. bBiotechnical Faculty, Department of Biology, University of Ljubljana, SI-1000 Ljubljana, Slovenia
  1. Edited* by Clifford J. Tabin, Harvard Medical School, Boston, MA, and approved February 25, 2011 (received for review September 15, 2010)

Abstract

Understanding the process of evolution is one of the great challenges in biology. Cave animals are one group with immense potential to address the mechanisms of evolutionary change. Amazingly, similar morphological alterations, such as enhancement of sensory systems and the loss of eyes and pigmentation, have evolved multiple times in a diverse assemblage of cave animals. Our goal is to develop an invertebrate model to study cave evolution so that, in combination with a previously established vertebrate cave system, we can address genetic questions concerning evolutionary parallelism and convergence. We chose the isopod crustacean, Asellus aquaticus, and generated a genome-wide linkage map for this species. Our map, composed of 117 markers, of which the majority are associated with genes known to be involved in pigmentation, eye, and appendage development, was used to identify loci of large effect responsible for several pigmentation traits and eye loss. Our study provides support for the prediction that significant morphological change can be mediated through one or a few genes. Surprisingly, we found that within population variability in eye size occurs through multiple mechanisms; eye loss has a different genetic basis than reduced eye size. Similarly, again within a population, the phenotype of albinism can be achieved by two different genetic pathways—either by a recessive genotype at one locus or doubly recessive genotypes at two other loci. Our work shows the potential of Asellus for studying the extremes of parallel and convergent evolution—spanning comparisons within populations to comparisons between vertebrate and arthropod systems.

Verifique a fonte aqui.