quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ALGUMAS INFORMAÇÕES GEOLÓGICAS SOBRE PARANAPIACABA







O trecho que segue diz respeito à Serra de Paranapiacaba e faz parte do artigo  Origem e evolução da Serra do Mar,  https://docs.google.com/fileview?id=0B_KRk5TIOSmJYWQ5YTcyMDItMmE1Mi00ZWNjLTgyZWItYTQ5YTBhNTIyMTQx&hl=en

A abertura do vale do rio Ribeira trouxe consequências catastróficas para o Planalto Atlântico. A posição da Serra do Mar como borda limite do planalto passou a ser desempenhada pela Serra de Paranapiacaba, bem mais para o interior da região. Essa serra é suportada pelo batólito granítico de Agudos Grandes. É nivelada a l .200-1.300 m de altitude pela superfície de aplainamento Japi, que claramente se estende aos sedimentos devonianos da borda da Bacia do Paraná, pois junto à serra granítica nivela também as camadas da Formação Furnas, como na Serra das Furnas (PR), em altitudes próximas de 1.250 m.
Com o recuo da borda do Planalto Atlântico para a Serra de Paranapiacaba ampla área de metamorfitos laminados do planalto ficou exposta à erosão regressiva. O rio Ribeira expandiu sua drenagem pelo primeiro planalto paranaense, capturando águas da superfície de erosão do Alto Iguaçu através do rio Açungui, a norte de Curitiba. Em São Paulo, a expansão da drenagem do rio Juquiá, afluente do Ribeira de Iguape, levou sua bacia a se estender até à superfície de erosão do Alto Tietê, na região a sul de Embu-Guaçu, transformando o que deveria ser originalmente a Serra do Mar em um simples divisor de águas de altitude decrescente, entre a drenagem costeira e a da bacia do Juquiá. Entretanto, antes de se interromper próximo à baixada do rio Ribeira de Iguape, volta a se elevar, atingindo l .350 m de altitude na serra de Itatins, onde é suportada por rochas arqueanas de alto grau metamórfico, do Complexo Costeiro.
A Zona de Cisalhamento de Lancinha-Cubatão, ou simplesmente Falha do Cubatão, aproxima-se da região costeira, achando-se coberta pelos aluviões da drenagem do rio Preto a noroeste de Itanhaém. Dirige-se para a serra adiante de Santos, então bem caracterizada como Serra do Mar.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

REFERÊNCIAS PARA O PROGRAMA DE MINAS


IPHAN VAI RESTAURAR FORRO DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS MERCÈS E DOS PERDÕES DE OURO PRETO




SÃO JOÃO DEL REY




O TURISMO EM SÃO JOÃO DEL REY


COMPADRIO E ESCRAVIDÃO SJDR







MARIANA








TIRADENTES 



CONVÊNIO PREVÊ MUSEU E BIBLIOTECA DEDICADOS AO BARROCO EM TIRADENTES

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008, às 19h15
  A UFMG e o Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG) assinaram hoje, na Reitoria da universidade, o protocolo de intenções para a implantação do Museu de Santana e da Biblioteca do Barroco, em Tiradentes (MG). Quando concluídas, as duas obras consolidarão a cidade histórica como referência mundial no estudo do barroco. O protocolo de intenções tem prazo inicial de um ano, durante o qual a universidade e o instituto levantarão os detalhes técnicos e financeiros para a criação do museu e da biblioteca. O custo total estimado é de R$ 5 milhões.
  A escolha de Tiradentes está relacionada a seu papel na história do barroco mineiro e ao projeto da UFMG de criar um campus cultural avançado na cidade. “Tiradentes é a própria Minas do Setecentos [denominação dada ao século XVIII]. Vamos dar uma destinação nobre a dois imóveis históricos da cidade”, disse o reitor da UFMG, Ronaldo Tadêu Pena, na solenidade de assinatura do protocolo.
  O Museu de Santana será composto por um acervo raro de imagens de Santana, mãe da Virgem Maria e avó de Jesus Cristo. São 230 peças datadas do período entre os séculos XVII e XIX, doadas pela colecionadora Ângela Gutierrez. “É um museu singular, porque é só de imagens de Santana. Ele é único por seu conteúdo”, afirmou a colecionadora. O museu será instalado na antiga cadeia pública de Tiradentes.

Referência mundial

  A Biblioteca do Barroco funcionará no prédio que serve de sede à Fundação Rodrigo Melo Franco de Andrade, administrada pela UFMG. A idéia, de acordo com a vice-reitora Heloísa Starling, é atrair pesquisadores de todo o mundo: “Não existe, no Brasil e na América Latina, uma biblioteca dedicada inteiramente ao barroco”. Detalhes sobre a formação do acervo serão definidos durante a vigência do protocolo de intenções.
  A criação da biblioteca terá, ainda, impacto nos diversos campos de conhecimento da UFMG dedicados ao estudo do barroco, entre eles história, arquitetura, artes visuais, música, sociologia e letras. “Ela significará um impulso na pesquisa sobre o assunto”, afirmou o diretor de Ação Cultural da UFMG, Maurício Campomori.
  Ainda não há previsão de quando o museu e a biblioteca entrarão em funcionamento. O objetivo do projeto do campus avançado em Tiradentes é dar uma destinação cultural a prédios de propriedade da UFMG, com impacto social para a comunidade. As ações da universidade no município abrangem também atividades na área de saúde pública.



Em meados de junho de 2010, visitei Congonhas do Campo, após longa ausência dessa cidade mineira. O quadro consternador que encontrei ali, sobretudo no tocante ao patrimônio cultural da cidade, motiva este texto.  Surgida da mineração do ouro, no século XVIII, Congonhas apresenta visíveis bolsões de pobreza e nítida carência de planejamento urbano. Em toda parte, o município enseja a óbvia pergunta da destinação dos impostos das poderosas jazidas, mineradoras e demais empresas ali instaladas, boa parte delas altamente poluidoras. Mas os descaminhos de recursos públicos e demais mazelas antes relatadas, embora merecessem um texto detido a tais problemas, não são exclusivos dessa cidade mineira. Vários municípios brasileiros padecem dos mesmos infortúnios. Este texto, portanto, se restringirá unicamente a um importante distintivo de Congonhas, muito mal tratado na cidade: o título de Patrimônio Mundial do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.
O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos é uma obra votiva, erguida em pagamento de uma promessa do português Feliciano Mendes, natural de Guimarães, arcebispado de Braga (1), que para a região acorrera em busca de ouro. Em penhor da cura de grave doença que o acometera, Mendes prometeu dedicar sua vida à construção de um templo consagrado ao Bom Jesus de Matosinhos. Sua inspiração, apontam alguns autores (2), seria o Santuário de Bom Jesus do Monte, localizado em Braga. Perpetuando no tempo a sua origem votiva, o santuário é até hoje um popularíssimo centro de peregrinação, sendo objeto do Jubileu. Grande romaria realizada no mês de setembro, o Jubileu reconstitui a Via Sacra, com sua multidão de fiéis em torno dos Passos da Paixão de Cristo.
Consistindo em um conjunto paisagístico, arquitetônico e escultórico (Figura 2), o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos é formado pelas seguintes obras: a igreja; o adro, as esculturas dos doze profetas do Antigo Testamento, pousadas sobre os guarda-corpos do adro; e o conjunto de capelas que abrigam imagens dos Passos da Paixão de Cristo. As estátuas dos doze profetas e as imagens dos Passos são criações de Antônio Francisco Lisboa (3). Embora seja consabido que este artista é mais conhecido pela alcunha de Aleijadinho, aqui será sempre referido por seu nome próprio.
A construção da igreja foi iniciada em 1757 estendendo-se até 1765 (4), ocupando vários mestres e artistas. Sua capela-mor é um trabalho de Francisco de Lima Cerqueira, com talha de Antunes Costa, e foi concluída em 1773 (5). As pinturas do interior da Igreja ocuparam diferentes pintores. As do teto da capela-mor foram feitas por Bernardo Pires da Silva, entre 1773 e 1775; as do forro da nave principal foram pintadas por João Nepomuceno Correia e Castro, entre 1777 e 1784 (6).
A construção do adro e da escadaria estendeu-se de 1777 a 1796 (7), ocupando Tomás de Maia Brito entre 1781 e 1790 (8). Sobre os guarda-corpos que circundam o adro foram colocadas estátuas dos doze profetas do Antigo Testamento, criadas por Antônio Francisco Lisboa entre 1800 e 1805 (9). Selecionadas e dispostas segundo o cânone bíblico, as estátuas formam uma composição cênica emocionante. O porte e a sugestão de movimento de cada uma delas, e do conjunto como um todo, criam um efeito impactante contra o pano de fundo do firmamento, no alto do Monte Maranhão.
Esculpidas em blocos de pedra, as estátuas dos profetas trazem à mente um valor muito caro à história da arte, definido por Benjamin (10) como valor de eternidade. O filósofo alemão o formulou tendo por referência as esculturas da antiga Grécia. Na concepção de Benjamin, o estágio da técnica dos antigos gregos, em que as obras de arte eram irreprodutíveis, os obrigou a produzir valores eternos. Assim motivados, explica Benjamin, para os gregos a mais alta das artes era precisamente a menos perfectível de todas: a escultura, pois suas criações surgem de um único e irrecuperável bloco de pedra. As estátuas dos doze profetas podem não ter a excelência das antigas obras gregas, mas são únicas em sua magnitude e irrepetíveis em sua criação. Portanto, deveriam ser reconhecidas por seu valor de eternidade.
Além das estátuas dos profetas, Antônio Francisco Lisboa criou as sessenta e seis imagens dos Passos da Paixão de Cristo, entre 1796 e 1799 (11). As seis capelas que as abrigam foram construídas entre 1799 e 1875 (12). A primeira delas representa a Santa Ceia e foi concluída em 1808, sendo a única acabada durante a presença em Congonhas do artista, que faleceu em 1814. As imagens desse Passo foram encarnadas pelo pintor Manoel da Costa Ataíde. Um dos mais importantes artistas do Barroco Mineiro, Ataíde é autor de diversas obras sacras, entre elas, o painel da Adoração de Maria, que ilustra o teto da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto.
Estando seriamente adoentado na época da execução das estátuas e das imagens dos Passos, Antônio Francisco Lisboa nelas trabalhou persistentemente, com o cinzel e o martelo amarrados aos antebraços, posto que já lhe faltassem quase todos os dedos. Na tarefa de executá-las, o criador teve de ser auxiliado por costumeiros ajudantes. O gênio desse grande artista, reconhecido e exaltado já em seu tempo, vem encantando a muitas e diferentes sensibilidades ao longo da história. Para efeito de síntese, serão lembradas aqui apenas três célebres personalidades sensibilizadas pela obra do escultor.
A primeira delas é a do viajante e cientista francês Auguste de Saint-Hilaire, que em sua estada no Brasil, de 1816 a 1822, visitou Congonhas do Campo. Em seu relato sobre essa cidade, Saint-Hilaire ressalta a importância do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos: “Está visto que eu não deixaria Congonhas sem ir visitar a igreja do N. S. Bom Jesus de Matosinhos, que é, para esta região, como observa Luccock, o que é para a Itália a N. Sª. de Loreto”. Sobre as esculturas dos profetas, Saint-Hilaire, mostrando-se mais naturalista que conhecedor de arte, assevera: “Essas estátuas não são obras primas, sem dúvida; mas observa-se no modo como pelo qual foram esculpidas qualquer cousa de grandioso, o que prova no artista um talento natural muito pronunciado” (13).
A segunda personalidade é Manuel Bandeira (14), para quem Antônio Francisco Lisboa foi, “inegavelmente, o maior arquiteto e estatuário que já tivemos”. Bandeira vaticina que esse artista, se houvesse vivido na Europa, “teria dado motivo a toda uma biblioteca.” Sobre os profetas de Congonhas, “dão à encosta do santuário uma grandeza bíblica” (15), nas palavras de Bandeira.
Por fim, a terceira personalidade é o poeta modernista Oswald de Andrade, que ao Santuário do Bom Jesus de Matosinhos dedicou os seguintes versos, citados por Bandeira:
No anfiteatro de montanhas
Os profetas de Aleijadinho
Monumentalizam a paisagem


As cúpulas brancas dos Passos
E os cocares revirados das palmeiras
São degraus da arte de meu país
Onde ninguém mais subiu
Bíblia de pedra-sabão
Banhada no ouro das minas” (16).
O Santuário é também exaltado nos guias turísticos, a exemplo do nacionalmente consagrado Guia Brasil quatro rodas (17), que o classifica como atração cinco estrelas, dedicando-lhe destaque especial, explicativo das razões de sua importância e atratividade. O guia australiano Lonely Planet (18), internacionalmente prestigiado, destaca os profetas e as capelas dos Passos, bem como o trabalho de Antônio Francisco Lisboa. Aos profetas, mais especificamente, o Lonely Planet destina uma bela passagem, que vale a citação direta: “As dramáticas estátuas quase parecem estar dançando um balé, e é uma experiência maravilhosa poder andar livremente entre elas” (19). O guia francês Le Guide Routard (20), que igualmente contempla o Santuário como atrativo, atribui ao trabalho de Antônio Francisco Lisboa a força maior do monumento.  Eis o que atestam as palavras do guia francês:
Há belas pinturas em exibição, mas a sua verdadeira veemência reside no trabalho do escultor, que ali dedicou as suas últimas forças, impulsionado por uma paixão perturbadora” (21).
Resultante de um alentado congraçamento de esforços, obra e paisagem, admirado e decantado, o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos foi devidamente reconhecido no âmbito patrimonial. O Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan, atual Iphan) tombou o conjunto do Santuário em 1938. Endossando e concedendo relevância ainda maior ao reconhecimento dado pelo Sphan, a Unesco tombou o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em 1985, como Bem Cultural. Sua inserção na Lista do Patrimônio Mundial se deu por dois dos seis critérios da Unesco, sendo ambos reproduzidos a seguir, para melhor compreensão da relevância do monumento.
I. Representar uma obra-prima do gênio criativo humano.
IV. Ser um exemplo excepcional de um tipo de edifício ou de conjunto arquitetônico ou tecnológico, ou de paisagem que ilustre uma ou várias etapas significativas da história da humanidade” (22).
Em sua apresentação no site oficial da Lista da Unesco, o monumento é assim descrito:
Consiste de uma igreja com um interior Rococó de inspiração italiana; uma escadaria externa decorada com estátuas de profetas; e sete capelas ilustrando as estações da Paixão de Cristo, nas quais as esculturas policromáticas de Aleijadinho são obras-primas de uma altamente original, comovente e expressiva forma da arte Barroca” (23).
Em tudo o que se acaba de ler, é flagrante a importância do monumento para a agência internacional; e deveria inspirar maior zelo em terras nacionais pela posteridade do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Desde o tombamento de 1938, porém, não se planejou o crescimento cidade de modo a preservar o conjunto sacro em sua dominância no vale. A aglomeração urbana o circunda de modo desordenado, comprometendo a sua percepção, como reconhece a própria Unesco (24).
Além disso, o local sofre historicamente com a poluição das mineradoras do entorno e problemas correlatos, registrados, já nos anos 1980, por Brant (25), que alertava sobre a ação de um “fungo que enferruja” a pedra-sabão. A situação atual é ainda mais preocupante, pois, além do contexto já descrito, o conjunto degrada-se a olhos vistos pela forte incidência da poluição das jazidas instaladas nas suas proximidades (Figura 3).
O que se constata no Santuário, portanto, é um total desrespeito à importância do monumento. Em seu adro, todas as estátuas dos doze profetas apresentam-se manchadas e perfuradas, efeitos sintomáticos da poluição do entorno. Exemplar dessa degradação é a estátua do profeta Jeremias, com sua cabeça totalmente perfurada, denotando os efeitos poluidores das jazidas e mineradoras do local (Figura 4).
Embora o conjunto do Santuário conte com bons guias credenciados, e vigilantes sejam vistos em seu entorno, o vandalismo tampouco é menor, e deixa suas marcas em várias estátuas, a exemplo do que se vê na cabeça do animal aos pés do profeta Jonas (Figura 5). A propósito também do vandalismo, atesta-o ainda um comovente pedido estampado em placa logo à entrada da igreja, pedindo aos visitantes que respeitem o espaço religioso, independente de terem ou não fé ou religiosidade. É de dar um nó na garganta pensar que em plena atualidade, com tanta informação acessível, por tantos meios de comunicação, ainda seja preciso fazer um pedido como esse. Mais triste ainda, é pensar que esse pedido vem em resposta a uma cabal falta de respeito e de consciência patrimonial por parte de muitos visitantes.
Se mais não basta a propósito da alarmante situação das estátuas do conjunto do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos na atualidade, vale lembrar que o título de Patrimônio Mundial não é eterno e imutável. Ao contrário, pode ser retirado pela Unesco, com base em motivos arrazoados, por exemplo, caso a manutenção do bem listado seja considerada inadequada ou ineficiente. É urgente, portanto, que as comunidades mineira, nacional e internacional se mobilizem pela preservação do conjunto do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em especial, pelas estátuas dos doze profetas, as obras mais ameaçadas.
Nascidas para a eternidade, conforme bem aponta matéria de 1974, da Revista Geográfica Universal, essas estátuas, “belas demais, têm aquela misteriosa propriedade – que caracteriza as grandes obras de arte – de subsistir no tempo” (26). Ao conservá-las condignamente, nós a ajudaremos a cumprir esse majestoso destino, pelo bem de toda a posteridade.
Notas
1 TIRAPELLI, Percival. Conhecendo os patrimônios da humanidade no Brasil. São Paulo: Metalivros, 2001.
2 Cf. BRANT, Chico. Congonhas do Campo: a cidade eterna dos profetas. In:Casa e jardim. Minas Colonial. São Paulo: Efecê Editora, 198?, p. 35-44.
3 Para o nome do artista, adota-se, neste artigo, a mesma grafia encontrada nas seguintes obras: UNESCO. Patrimônio mundial no Brasil. 3. ed. Brasília: UNESCO, 2004; BRANT. Chico. Congonhas do Campo: a cidade eterna dos profetas. In: CASA E JARDIM. Minas Colonial. São Paulo: Efecê Editora, 198?, p. 35-44. Registra-se, todavia, que Manoel Bandeira adota a grafia Antônio Francisco de Lisboa, em BANDEIRA, Manuel. Crônicas da província do Brasil. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
4 UNESCO. Patrimônio mundial no Brasil. 3. ed. Brasília: Unesco, 2004.
5 BRANT. Chico. Op. cit., p. 35-44.
6 Idem, ibidem, p. 35-44.
7 UNESCO. Op. Cit.
8 BRANT. Chico. Op. cit., p. 35-44.
9 UNESCO, 2004.
10 BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1985.
11 O dado é da Unesco (2004), mas Manuel Bandeira, citando a Relação Cronológica do Santuário do Senhor Bom Jesus, de autoria do padre Júlio Engrácia, faz constar que Antônio Francisco Lisboa nelas trabalhava desde 1791 (Cf. BANDEIRA, Manuel. Op. cit., p. 59).
12 UNESCO. Op. cit.
13 SAINT-HILAIRE, A. de. Viagem pelo Distrito dos Diamantes e litoral do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 2004, p. 92.
14 BANDEIRA, Manuel. Crônicas da província do Brasil. São Paulo: Cosac Naify, 2006, p. 50.
15 Idem, ibidem, p. 60.
16 BANDEIRA, M. 2006, p. 60.
17 NOGUEIRA, K. (Ed.). Guia Brasil Quatro Rodas. São Paulo: Abril, 2010.
18 ST LOUIS, R. (Org.). Lonely Planet Brazil. Victoria: Lonely Planet Publications, 2005.
19 Idem, ibidem, p. 240, tradução nossa. No original: “The dramatic statues almost seem to be perfoming a balletic dance and it´s a wondrous experience to be able to walk freely among them”.
20 BAIETTA, C. Le Guide Routard Brasile. Milano: Touring Editore, 2005.
21 Idem, ibidem, p. 229, tradução nossa. No original: “Vi sono esposti splendidi dipinti, ma il  suo vero punto di forza sta nel lavoro dello scultore, che vi dedicò le sue ultime forze animato da una passione dirompente”.
22 UNESCO, Op. cit., p. 290.
23 UNESCO. Sanctuary of Bom Jesus do [sic] Congonhas. Disponível em: <http://whc.unesco.org/en/list/334>. Acesso em: 27 jun. 2010. No original: “It consists of a church with a magnificent Rococo interior of Italian inspiration; an outdoor stairway decorated with statues of the prophets; and seven chapels illustrating the Stations of the Cross, in which the polychrome sculptures by Aleijadinho are masterpieces of a highly original, moving, expressive form of Baroque art”. [A propósito dessa citação, valenotar que o site se equivoca ao citar sete capelas, pois, na verdade, são seis.]
24 UNESCO, Op. cit.
25 BRANT, Chico. Op. cit., p. 44.
26 CARVALHO, B. de A. Congonhas: a luz eterna do Aleijadinho. Revista Geográfica Universal, Rio de Janeiro, v.1, n.1, p. 42-55, out. 1974.
imagens
Todas as imagens que ilustram o artigo são de autoria de Eliane Lordello e foram tiradas em junho de 2010.
sobre a autora
Eliane Lordello é Arquiteta e Urbanista (UFES, 1991), Mestre em Arquitetura (UFRJ, 2003) na área de Teoria e Projeto, Doutora em Desenvolvimento Urbano (UFPE, 2008), na área de Conservação Urbana (2008). Atua, sobretudo, nos seguintes campos: Memória e Patrimônio Urbanos; Representações Sociais de Arquitetura e Cidade; Poéticas Visuais de Arquitetura e Cidade.